terça-feira, 5 de agosto de 2014

Subdesenvolvimento e o terceiro mundo

Nações Capitalistas Subdesenvolvidas  abrangem mais da metade da população mundial.
Subdesenvolvidas mais China , Vietnã e Mongólia têm pouco mais de 3/4 da população mundial.
Qual é o Conceito de Subdesenvolvimento ?
à formação de novas nações, mas  ainda  fortemente  subordinadas e dependentes do resto do mundo.
O termo surgiu após a Segunda Guerra em documentos da ONU.

Terceiro Mundo
O termo País em Vias de Desenvolvimento logo caiu em desuso, pois sugeria uma trajetória.
A expressão Terceiro Mundo surgiu em analogia ao Terceiro Estado da França ==> A Nobreza, o Clero e aqueles que não participavam do poder político com camponeses e operários.

Primeiro Mundo
Primeiro Mundo ==> USA, Canadá, Japão, Israel,  Austrália, Nova Zelândia e países da Europa Ocidental.

Produção industrial completa, vanguarda na pesquisa e inovação tecnológica, população urbana dominante, investem na formação de mão-de-obra e na educação, e são exportadores de produtos industrializados, com sede de empresas multinacionais;
Agropecuária moderna representa menos de 5% do PIB,  biotecnologia, governo monitora a atividade produtiva evitando a superprodução.
Consumo intensivo com obsolescência programada e desperdício de bens  com insumos primários de existência limitada na natureza.

Colônias de Exploração
Brasil , México, Peru, Bolívia produziam com clima tropical , trabalho intensivo e mal remunerado : ouro, prata, açúcar, algodão, fumo, para suprir as necessidades das metrópoles.
JÁ na Argentina, apesar de clima temperado, com a descoberta da prata, foi povoada por interesses exploratórios a serviço dos colonizadores.

Globalização
Crescimento da interdependência entre todos os países do mundo.
     .   Grande avanço dos meios de comunicação
     .   Aumento do fluxo de transporte internacional
     .   Sistemático e crescente aumento do comércio entre países
     .   Homogeneização das expectativas de consumo

Necessidade imperativa de escoamento da produção em Mercados Maduros
          Produto Interno Bruto => y = absorção interna + fronteiras
          y = c + g + i + X - M
          c = Consumo Interno das Famílias
          g = Gastos Públicos
          i = Investimento Privado
          X = Exportações  e  M = Importações


Megaempresas com dificuldades de colocação da produção nos Mercados Maduros buscam mercados emergentes de economia  estável para absorver produção excedente , com a conseqüente geração de empregos domésticos e crescimento do PIB

Mercados e a especulação financeira

O que é um mercado?

·      O termo mercado faz referência ao espaço, físico ou virtual, onde compradores e vendedores de algum bem ou serviço se encontram.
·   Existe mercado onde se trocarem produtos entre duas partes, a que os compra e a que os vende, e portanto qualquer produto tem o seu mercado
·    Eu tenho um livro de economia neoclássica x banco não x livraria 2ª linha (mercado específico)
·   A livraria atuará como intermediário = compra por 8 e vende por 14, atuando como intermediador e criador de mercado = livraria

A liquidez e o preço num mercado

·     Quanto maior for a  participação em um determinado  mercado, maior capacidade teremos  para poder comprar e vender os nossos bens e serviços.
·   Se houver  poucos vendedores e poucos compradores de livros, o mercado será lento e ineficiente.
·   Diz-se então que o mercado é pouco líquido; que a capacidade de converter os bens em dinheiro constante e sonante é muito reduzida. O contrário, chama-se de mercado com liquidez.
·     E da relação entre o número de compradores e o número de vendedores surgem os preços. A partir da seguinte regra: para maior procura, maior preço (e para maior oferta, menor preço)

Cada mercado tem os seus participantes

·      No mercado de livros em segunda mão = indivíduos particulares que desejam comprar e vender livros, mas não participam bancos, empresas ou agentes económicos maiores.
·    O mercado imobiliário = compradores e vendedores de casas (bancos, grandes empresas ou inclusivamente o Estado)
·   Esses podem modificar o mercado facilmente = grande poder econômico podem comprar e vender de forma estratégica, procurando ser favorecidos nas transações.

O mercado de dívida pública

Mercados financeiros negoceiam títulos que implicam compromissos futuros de pagamento. O mais conhecido é o mercado de dívida pública.

Aqui temos países que precisam de financiamento e, por outro, os investidores que estão dispostos a proporcionar-lhes esse financiamento = devolução com juros = rentabilidade.

Gestão pela Qualidade Total (TQM)

Criado no Japão após a Segunda Guerra Mundial com o objetivo de auxiliar na reconstrução e reestruturação do país que necessitava reorganizar suas indústrias e melhorar a produção devido à alta competitividade do mundo pós-guerra, o programa 5S é uma ferramenta administrativa que auxilia na implantação da qualidade, organização e otimização do ambiente de trabalho e dos processos nas empresas.
O programa 5S visa conscientizar todos da organização da necessidade e da importância da qualidade no ambiente de trabalho. É uma reeducação cultural que necessita contar com o comprometimento das equipes de trabalho para gerar os resultados esperados. Vislumbra e objetiva termos nas organizações ambientes limpos, organizados, com asseio, bem como o bem estar das pessoas, proporcionando condições para uma maior produtividade.
O Programa baseia–se em cinco conceitos, conceitos estes que na verbalização em japonês, sua língua original, começam com a letra S:
1.º S – Seiri – Senso de Utilização e Descarte
2.º S – Seiton – Senso de Arrumação e ordenação
3.º S – Seiso – Senso de Limpeza
4.º S – Seiketsu – Senso de Saúde e Higiene
5.º S – Shitsuke – Senso de Auto-Disciplina
COMO APLICAR O 5S EM MINHA EMPRESA?
O primeiro passo é colocar a casa em ordem, separando o que é útil do que é inútil. Ou seja, o que é utilizado nas tarefas diárias e tudo o que raramente ou nunca usamos. Essa arrumação começa a dar sentido na reeducação e implantação da nova cultura dentro da empresa. O que não é necessário pode e deve ser descartado, transferido para outro departamento, doado, ou simplesmente jogado fora. Ao iniciar este trabalho as pessoas verão que a maioria dos objetos e papeis guardados são sem importância. Que estavam simplesmente tumultuando e ocupando espaço no local de trabalho.
O segundo passo é organizar, arrumar e ordenar todo o material. Nesta etapa temos que classificar todos os objetos conforme sua necessidade de uso. Aqueles que usamos constantemente devem ficar com o acesso mais fácil do que os objetos usados pouco. É muito bom que os objetos sejam identificados, nomeados, rotulados para que qualquer pessoa que necessite possa encontrar com facilidade e rapidez. A idéia é: Um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar.
Este trabalho de organização e sinalização auxilia na administração dos níveis de estoque, pois se os materiais são identificados com facilidade torna-se mais prático saber quando determinado produto está em uso ou está acabando, evitando a compra em duplicidade ou excessiva de itens.
Agora que deixamos apenas o que é pertinente para o ambiente de trabalho e organizamos os materiais que ficaram, não existe hora mais propícia para um bom trabalho de limpeza geral. Um ambiente limpo além de ser simples de se encontrar, proporciona conforto às pessoas que ali trabalham. Nesta etapa buscamos a conscientização dos funcionários em dois pontos fundamentais: o primeiro é que não sujem e o segundo é que se sujar limpe. É necessário que os funcionários tenham em mente que se usar vai sujar, que para guardar é necessário limpar. É a conhecida tríade: “Usou, limpe e guarde” Se cada um contribuir com sua parte para a manutenção da limpeza do local de trabalho, muitos desperdícios de tempo e dinheiro serão evitados.
O quarto passo diz respeito ao senso de asseio. Cada pessoa tem a obrigação de cuidar da sua aparência e da higiene pessoal, principalmente porque elas são a imagem da empresa. Ninguém precisa usar roupas de grife, mas necessita ter cuidado com suas vestimentas, neste ponto o uso de uniformes facilita muito, mas é preciso que os funcionários cuidem da integridade e limpeza destes. É preciso que todos procurem sempre ter cuidado com o básico: roupas limpas, barba feita, cabelos penteados e dentes escovados. É importante acabar com o hábito de comer no local de trabalho, que incomoda tanto o cliente interno (equipe de trabalho) quanto o externo (consumidor final). É de suma importância também que todos utilizem os EPIs (equipamento de proteção individual) a fim de evitar acidentes no ambiente de trabalho.
A ‘última’ fase é a fase do comprometimento das equipes de trabalho. Apesar de ser um programa implantado para beneficio conjunto, tanto a empresa quanto os funcionários terão melhorias com a implantação dos conceitos do programa 5S. Estamos falando de mudanças. E toda e qualquer mudança para uma nova cultura sempre encontra pessoas que se incomodarão e terão resistência para as mudanças. Alguns podem até serem mais complicados, mas a partir do momento em que a maioria do grupo se compromete e os resultados começam a aparecer, a resistência diminui. É importante que incorporem os conceitos no dia a dia de trabalho. É muito importante também aferir e divulgar os resultados periodicamente através de um acompanhamento da evolução dos trabalhos.
Este acompanhamento também é muito útil e essencial para que consigamos entender a evolução das correções dos erros e quais pontos ainda precisam ser trabalhados ou melhorados. Quais treinamentos se fazem necessários, onde temos mais a evoluir e onde já conseguimos melhorias significativas. É importante que os mais atuantes e comprometidos sejam parabenizados. Estas avaliações deverão ser realizadas visando sempre à melhoria contínua do ambiente de trabalho – aplicação da filosofia Kaizen. Kaizen significa melhoramento contínuo, envolvendo todos e em todos os escalões da empresa. A filosofia do Kaizen afirma que o nosso modo de vida – seja no trabalho, na sociedade ou em casa – merece ser constantemente melhorado. E é mais fácil melhorar um pouco a cada dia do que efetuar mudanças drásticas e repentinas. Lembremo-nos sempre: Uma grande jornada é vencida por pequenos passos.
Embora os conceitos que englobam o 5S reflitam técnicas simples, a implantação do programa deve respeitar e seguir algumas premissas. É preciso conscientizar e sensibilizar a alta administração da necessidade de implantação de conceitos e programas de qualidade. Ela tem que estar comprometida com a condução do programa 5S. É necessário também que seja definido e nomeado um gestor e um comitê central de multiplicadores. O gestor e o comitê deverão ter capacidade de liderança e conhecimento dos conceitos que fazem parte desse programa para saber o que, quando e de quem cobrar. Multiplicar é: aprender, praticar, ensinar, lembrar e cobrar a execução dos conceitos.
O programa tem como pontos principais eliminar o desperdiço, o custo extra, o cansaço em excesso, os problemas de saúde, a falta de produtividade e de comprometimento, mas mesmo necessário que se invista também na melhoria do atendimento, na busca pela excelência da qualidade dos serviços e produtos, na melhoria da imagem da empresa no mercado, na busca constante por satisfazer as necessidades de quem mantém a empresa viva no mercado: o cliente final.
Assim, o programa 5S implantado em sua empresa poderá evoluir e caminhar no sentido de programas mais abrangentes e completos de qualidade como o Programa 10S:
1. SEIRI – Senso de Utilização
2. SEITON – Senso de Ordenação
3. SEISOH – Senso de Limpeza
4. SEIKETSU – Senso de Saúde
5. SHITSUKE – Senso de Autodisciplina
6. SHIKARI YARO – Senso de Determinação e União
7. SHIDO – Senso de Treinamento
8. SETSUYAKU – Senso de Economia e Combate aos Desperdícios
9. SHISEI RINRI – Senso dos Princípios Morais e Éticos

10. SEKININ SHAKAI – Senso de Responsabilidade Social

Diretrizes Empresariais

A procura por melhores resultados é algo imprescindível para que as organizações se mantenham competitivas em um cenário cadenciado tanto por regras advindas dos processos de internacionalização quanto pelo crescente nível de exigência pertencente a um novo perfil de consumidores. Desse modo, as organizações começam a atuar de forma bem mais ideológica e ainda, uma vez que os produtos e serviços mostram-se cada vez mais iguais e apresentam-se de maneira cada vez mais semelhante, as organizações atualmente andam apostando em um conjunto próprio de características – Missão, Visão e Valores – que as identifiquem e diferencie dos demais players.

MISSÃO
A missão é tida como o detalhamento da razão de ser da empresa, ou seja, é o porquê da empresa. Na missão, tem-se acentuado o que a empresa produz, sua previsão de conquistas futuras e como espera ser reconhecida pelos clientes e demais stakeholders
De acordo com o consultor Sergio Luiz de Jesus, a missão de uma empresa está tão ligada ao lucro quanto ao seu objetivo social. Ainda segundo o consultor, toda missão dever orientar os objetivos financeiros, humanos e sociais da organização.
Algumas definições:
“A missão é, em essência, o propósito da organização”. (Valeriano).
“A Missão é a projeção da organização na visão do mundo e o papel que ela exercerá”. (Pavani, Deutscher e Lopes).
“Missão: razão de ser da empresa. Conceituação do horizonte, dentro do qual a empresa atua ou poderá atuar no futuro”. (Oliveira).
 Exemplos de missão:
  • Fiat
Desenvolver, produzir e comercializar carros e serviços que as pessoas prefiram comprar e tenham orgulho de possuir, garantindo a criação de valor e a sustentabilidade do negócio.
  •  HSBC
Garantir a excelência na entrega de produtos e serviços financeiros, maximizando valor para clientes e acionistas.
  • Gerdau
Gerar valor para nossos clientes, acionistas, equipes e a sociedade, atuando na indústria do aço de forma sustentável.
VISÃO
“Através dos séculos existiram homens que deram o primeiro passo ao longo de novos caminhos, sem outros recursos além de sua própria visão”. Ayn Rand
A visão é algo responsável por nortear a organização. É um acumulado de convicções que direcionam sua trajetória. O professor de empreendedorismo Louis Jacques Filion define visão como “a imagem projetada no futuro do espaço de mercado futuro a ser ocupado pelos produtos e o tipo de organização necessária para se alcançar isso”.
Em suma, a visão pode ser percebida como a direção desejada, o caminho que se pretende percorrer, uma proposta do que a empresa deseja ser a médio e longo prazo e, ainda, de como ela espera ser vista por todos.
Algumas definições:
“Uma imagem viva de um estado futuro ambicioso e desejável, relacionado com o cliente, e superior em algum aspecto importante, ao estado atual”. (Whiteley)
“Articulações das aspirações de uma empresa a respeito de seu futuro”. (Hart)
“Algo que se vislumbre para o futuro desejado da empresa”. (Quigley)
 Exemplos de visão:
  •  Fiat
Estar entre os principais players do mercado e ser referência de excelência em produtos e serviços automobilísticos.
  •  HSBC
Ser o melhor grupo financeiro do Brasil em geração de valor para clientes, acionistas e colaboradores.
  •  Gerdau
Ser global e referência nos negócios em que atua.
VALORES
Os valores incidem nas convicções que fundamentam as escolhas por um modo de conduta tanto de um indivíduo quanto em uma organização. Richard Barrett, ex-diretor do Banco Mundial, declara que em uma organização os valores “dizem” e os comportamentos “fazem”. Assim sendo, os valores organizacionais podem ser definidos como princípios que guiam a vida da organização, tendo um papel tanto de atender seus objetivos quanto de atender às necessidades de todos aqueles a sua volta.
 Algumas definições:
“Uma crença que orienta julgamentos e ações por meio de objetivos específicos e imediatos”. (Rokeach).
“Desejáveis… metas… que operam como princípios que orientam a vida de uma pessoa”. (Schwartz).
“Princípios que guiam a vida da organização”. (Tamayo e Mendes).


Exemplos de valores:
  •  Fiat
Satisfação do cliente
Ele é a razão da existência de qualquer negócio.
Valorização e respeito às pessoas
São as pessoas o grande diferencial que torna tudo possível.
Atuar como parte integrante do Grupo Fiat
Juntos nossa marca fica muito mais forte.
Responsabilidade social
É a única forma de crescer em uma sociedade mais justa.
Respeito ao Meio Ambiente
É isso que nos dá a perspectiva do amanhã.
  • HSBC
Nossa conduta deve refletir os mais altos padrões de ética;
Nossa comunicação deve ser clara e precisa;
Nosso gerenciamento deve ser em equipe, consistente e focado;
Nosso relacionamento com clientes e colaboradores deve ser transparente e baseado na responsabilidade e confiança entre as partes.
  • Gerdau
Ter a preferência do CLIENTE
SEGURANÇA das pessoas acima de tudo
PESSOAS respeitadas, comprometidas e realizadas
EXCELÊNCIA com SIMPLICIDADE
Foco em RESULTADOS
INTEGRIDADE com todos os públicos

SUSTENTABILIDADE econômica, social e ambiental

A comunicação interna na gestão de crises

Quantos porta-vozes sua organização possui? A resposta correta é “tantos quantos empregados eu tenho”. Essa pergunta, feita pelo especialista em gestão de crises, Jonathan Bernstein, serve como pretexto para uma série de dicas sobre como administrar a crise com o público interno. Em momentos difíceis, as organizações se preocupam com a mídia ou stakeholders externos. E esquecem o principal público: os empregados.
Embora as organizações possam e devam ter uma política que somente determinados funcionários sao “oficialmente” autorizados a falar em on, na realidade, muitas vezes isso não funciona como a organização desejaria. Muita gente acaba falando, sem estar autorizada.
Se um repórter telefona e você tem uma política estabelecida de porta-vozes, a chamada será, provavelmente,  encaminhada corretamente. “Mas isso não impede que sua secretária, um estagiário ou um executivo júnior dê sua versão dos fatos aos familiares, amigos, vizinhos, colegas do clube e qualquer outra pessoa que eles conhecem. Em pessoa, por telefone, e-mail ou até mesmo por meio das redes sociais, Twitter, Facebook, Orkut”, diz Bernstein. 
Segundo Bernstein, “cada funcionário é um representante das relações públicas de sua organização, quer você queira ou não”. O público interno é, se não mais, tão importante quanto o público externo, durante uma crise. E ainda mais: aqueles que não fazem parte realmente da equipe de resposta à crise, muitas vezes recebem pouca ou nenhuma consideração, quando o tema negativo bate no ventilador. A preocupação maior é com aqueles públicos que, aparentemente, fazem maior estrago: mídia, fornecedores, parlamentares, sindicatos. 
“É vital, durante o processo de planejamento de comunicação de crise,  formular as mensagens mais importantes não só para os funcionários, mas também para os outros que estão perto o suficiente para a organização considerá-los como “público interno" – como, por exemplo, estagiários, terceirizados, consultores regulares e grandes fornecedores. Eles são os únicos que vão ser perguntados em primeiro lugar, pelo público externo (incluindo repórteres, quando tentam cercar a empresa num momento de crise), com aquela fatídica pergunta "o que está acontecendo?", segundo o especialista. 
Bernstein dá algumas dicas para preparar o público interno e transformá-lo para ser um trunfo na estratégia de resposta à crise: Desenvolver uma a três mensagens-chave sobre a situação que sejam simples o suficiente para que todos possam compreender, lembrar e usar no seus afazeres diários. 
Em uma situação extremamente sensível, as mensagens podem ser nada mais do que declarações tranquilizadoras e "comentários positivos", como,  por exemplo, "o nosso dia-a-dia é completamente pouco afetado por isso".
“Apesar do problema nós sabemos que isso vai acabar bem para nós, quando todos os fatos forem conhecidos e explicados ", ou, "nós pertencemos a uma organização muito boa e eu tenho orgulho de trabalhar aqui”. Mais ou menos isso. 
O importante é não deixar que o público interno, o principal formador de opinião sobre a organização, seja um agravante para sua crise, repercutindo fatos, notícias que a mídia, concorrentes e desafetos políticos adoram repercutir. 
Informar todos os funcionários em pessoa sobre o que está acontecendo e mantê-los informados numa plataforma regular. Nos briefings pessoais dizer "nós nos importamos com você" ou “nós temos o maior cuidado com vocês, empregados” de uma maneira que nenhum memorando ou boletim interno possa rivalizar, embora algumas vezes a comunicação escrita seja a única opção, principalmente em empresas de dimensão nacional e internacional.  
Certamente, nenhum empresário ou dirigente da organização gostaria que o público interno lesse o que está acontecendo, ou os fatos alegados, no jornal local ou através dos meios eletrônicos em primeiro lugar. Além de um desrespeito para com o público interno, afeta o clima organizacional. Ninguém quer ser o último, a saber. Para evitar isso, mantenha-os completamente informados. Transparência total. 
Identifique seus melhores "porta-vozes não oficiais" e seus "fofoqueiros, boateiros de plantão." Os primeiros são os empregados que você sabe que são leais, sabem quando falar e quando manter a boca fechada, e que são admirados por seus pares. Se eles sentem que estão recebendo informações precisas e estão sendo cuidados, respeitados, eles vão passar esse sentimento para os outros, juntamente com as mensagens-chave que você compartilhou. 
Fofoqueiros ou boquirrotos são aqueles que simplesmente não sabem quando calar a boca, cujos sentimentos - às vezes de deslealdade ou descontentamento, às vezes por excesso de lealdade ou vontade de aparecer – levam-nos a comunicar não somente fatos, mas rumores e insinuações. Durante crises, boquirrotos devem receber aconselhamento adicional de forma educada, mas firme, sobre comunicação adequada ou ser particularmente bem isolado de informações sensíveis e, principalmente, das sigilosas. 
Fornecer meios pelos quais os públicos internos possam fazer perguntas e obter respostas rápidas. Você pode designar certos indivíduos de confiança (executivos, gerência média) como "representantes de controles de rumores", que irão fazer perguntas e obter respostas de alguém pertencente à equipe de resposta oficial de crise.  É importante também ter um meio anônimo de fazer perguntas (ou denúncias), como um endereço eletrônico, sem registro do remetente, e uma caixa postal fechada para inserção de boletim em que as respostas às perguntas anônimas são postadas. Todos os funcionários podem ser encorajados a usar um método de comunicação sem medo de represálias. 
Segundo Jonathan Bernstein, “Nenhum sistema de controle de rumor é completo, sem acompanhamento global de ambas as mídias: tradicionais e as centradas em comunicação online - sites relevantes, blogs e Twitter, em particular.”

“A implantação bem sucedida de um programa de comunicação interna vai levar a sua mensagem chave melhor, mais e mais longe do que a maioria das comunicações externas, enquanto a falta de comunicação interna pode minar, completamente, mesmo a melhor estratégia externa. Os dois podem e devem ir de mão em mão”, conclui o especialista.

Case Grupo Pão de Açúcar

Grupo Pão De Açúcar: Exemplo De Como Superar Uma Crise

Com o plano Collor de 1990, o Pão de açúcar enfrentou uma grave crise, ao mesmo tempo em que seu concorrente disparava na liderança, e o pior de tudo, de um seguimento que ele mesmo introduzira no Brasil: dos hipermercados.
Como muitas organizações da atualidade que não conseguem enxergar e superar suas fraquezas, o Pão de Açúcar percebe sua “fraqueza” ao se deparar com um período de recessão com taxas de juros de 40% ao ano e retração da demanda. Agora era o momento de despertar do sonho e sono profundo, pois a conseqüência imediata deste cenário foi uma grave crise de liquidez. Era o momento de renascer das cinzas.
A empresa estava tornando-se um enorme elefante branco carregando o peso de sua estrutura e processos de gestão incontroláveis. Dar-se inicio ao processo de reestruturação o qual teve como objetivo principal recuperar a eficiência perdida, principalmente nas fases de expansão e que culminaram num sistema organizacional difícil de gerir.
O gigantismo do Grupo Pão de açúcar, o qual cresceu para áreas de negócios diversas da atividade principal, contribuiu para o acumulo de problemas e perda do foco do negócio o que acabavam por gerar problemas de posicionamento.
O distanciamento do cliente também foi conseqüência de sua perda de foco e gigantismo. Parecia não haver preocupação em fornecer ao cliente produtos e serviços diferenciados da concorrência, visto que a variedade de itens era reduzida. Com as dificuldades internas, colaboradores desmotivados, instalações descuidadas e distanciamento dos clientes, o Grupo acabou passando uma imagem de supermercado desorganizado, preços altos e mau atendimento.
Nos anos de 1991 e 1992 o Grupo Pão de Açúcar inicia seu processo de reestruturação, focalizando-se em sua atividade principal e vendendo agencias de automóveis, banco e tudo que não estivessem vinculados ao seu foco.
No nível interno foi quebrada a estrutura antiga de poder e dominação, substituindo lideranças através de promoções internas de executivos ou recrutamento e seleção de profissionais no mercado que tivessem o perfil de competência desejado. Com isso o clima organizacional começa a mudar com líderes sem vício e focados no negócio.
Para captar recursos o Grupo inicia a abertura de capital com ações no mercado brasileiro e outras estratégias que resultaram num montante de mais de US$ 100 milhões em 1995, dando condições para implementar sua estratégia mercadológica partindo-se de um novo posicionamento: O Pão de Açúcar é um supermercado de vizinhança que oferece a melhor variedade de produtos de qualidade, particularmente forte em perecíveis. Facilita as compras em um ambiente agradável e inovador com preços competitivos, justos e atendimento personalizado.
Dentro de seu planejamento mercadológico focalizou-se quatro grandes objetivos:

1. RECUPARAÇÃO DA IMAGEM E ESTABELECIMENTO DE NOVA IDENTIDADE: buscou-se dar maior visibilidade às mudanças que estavam ocorrendo na empresa, veiculando campanhas através dos meios de comunicação de massa, ampliando as opções de compra ao cliente e estabelecendo uma imagem de qualidade;
2. REAPROXIMAR O CLIENTE ANTIGO E CONQUISTAR NOVOS CLIENTES: a idéias era manter os clientes antigos e conquistar nova freguesia ao negócio, segundo princípios de Peter Druker. Preços baixos, facilidade de pagamento, serviços de valor agregado e valorizar o consumidor foram as estratégias adotadas para a grande mudança;
3. CONSERVAR O CLIENTE: ampliar o número de itens oferecidos, inovar nos itens, valorizar o colaborador, oferecer um ambiente agradável e, qualidade e rapidez no atendimento foram os alvos deste objetivo que teve como foco a fidelidade do cliente e ganhos de produtividade. Neste aspecto ações como fornecimento de mais produtos, criação de marcas próprias, limpeza e reforma das lojas e informatização e modernização foram fundamentais para o alcance dos objetivos;

4. AUMENTO DO FATURAMENTO: a concentração da comunicação em períodos favoráveis à compra fez parte da estratégia, onde a comunicação de produtos era reforçada no início do mês proporcionando ao cliente mais ofertas e maior volume de vendas ao Pão de Açúcar.

Da administração à promoção do conhecimento através da liderança

Da Administração à promoção do conhecimento através da liderança
Boa arquitetura organizacional; Tecnologias de ponta; Sistemas de informação potentes e modernos; Uma boa estrutura de custos; Adequada diversificação e melhoria de produtos e serviços; e, As Pessoas.....

As pessoas já nascem líderes ou são feitas? Capacidades inatas e técnicas
O líder = “sabe tudo” = formação sólida e integral = conhecimento global da atividade que desenvolva
Portanto, é no dia-a-dia que as capacidades são aperfeiçoadas.

Comportamentos do líder de sucesso
Liberdade de expressão – gestão compartilhada
Motivação- motiva seus liderados individualmente, respeitando suas individualidades.
Delegação – compartilha responsabilidade
Flexibilização – adapta-se às diferenças individuais dos integrantes da equipe e age como facilitador do processo
Favorecimento à criatividade - estimular a criatividade/força articuladora para a obtenção de resultados;
Favorecimento ao trabalho em equipe
Comunicação – ouve e deixa as pessoas falarem
Feedback

Estilos de Liderança
Liderança Autoritária: não se envolve ativamente no trabalho; dita todas as diretrizes de trabalho
Liderança Democrática: orientação e apoio; atividades planejadas de acordo c/a decisão do grupo
Liderança Laissez-Faire: ausência de regras/o grupo toma liberdade p/decisção; ausência completa da participação do líder.

Definição de liderança: capacidade de influenciar pessoas para que se envolvam voluntariamente em tarefas para a concretização de objetivos comuns.

Funções do líder
planejar: determinar objetivos, fazer previsões, analisar problemas, tomar decisões…
organizar: determinar as atividades que são necessárias para alcançar objetivos, classificar e distribuir o trabalho
influenciar: comunicar de forma a que os indivíduos contribuam para a obtenção dos objetivos

controlar: conferir o realizado com o que foi planeado e proposto

A ética em um mundo competitivo

A ética pode ser definida como a parte da filosofia que trata da moral e obrigações do homem. É o estudo dos costumes considerados como moralmente certos ou errados. Todos nós nos deparamos com dilemas morais todos os dias. Mas o que é o certo e o errado? Certo é qualquer ato que seja coerente com as normas da moralidade, equitativo e justo. 

Nestes últimos anos, a discussão sobre ética vem ganhando espaço nas empresas, instituições de ensino, órgãos públicos, meios de comunicação e organizações não governamentais em nosso país. Com o advindo do processo de globalização da economia, os avanços tecnológicos, maior acesso ao mundo das informações e consequentemente um consumidor mais atualizado e crítico, iniciou-se um processo de maior exigência e fiscalização da sociedade em relação ao comportamento ético das organizações. Os recentes escândalos financeiros em corporações estrangeiras ou não, levaram a população a verificar quais as relações estabelecidas entre as organizações e seu público, sejam funcionários, clientes, fornecedores, governo, imprensa, concorrentes, comunidade/meio ambiente. Nunca se exigiu tanto em relação ao comportamento da organização a ter uma conduta socialmente responsável, que mais do que um diferencial é uma questão de sobrevivência para manter uma imagem positiva no mercado. 

A falta de ética causa muitos prejuízos as empresas uma vez que os próprios funcionários pactuam com a empresa, por vezes, a necessidade de pagar propinas, de não dizer a verdade, mentir ou omitir algo, além de ter preços diferentes para clientes que compram em quantidades e condições iguais.  As pressões por resultados e pela concorrência muitas vezes obrigam o profissional a afrouxar em algumas normas éticas, pois ele é medido por resultados alcançados tendo que suportar a exigência do mercado, metas audaciosas para cumprir, sendo obrigado a vender para sustentar-se e garantir o seu emprego. Isto não é fácil de ser manejado. 

O mundo capitalista e a sociedade consumista nos empurram tendem a nos empurrar para a desonestidade. Aumentar uma nota para compensar outros gastos, incluir gastos com diversão, prometer ao cliente algo que não possa ser cumprido e achar que tudo isto é uma conduta normal. O profissional, empregado ou não, precisa ter uma norma de conduta ética a ser seguida. Este é um valor importantíssimo para o vínculo com os clientes e buscar sua lealdade, pois ajustam seu desempenho aos princípios morais da conduta humanas geralmente aceitas pela sociedade e por ele mesmo. Fácil de imaginar que ela tem um peso significativo em seu desempenho frente aos clientes. Felizmente, as organizações concluíram que hoje, a sua credibilidade é conquistada apenas com uma prática efetiva de valores éticos no respeito ao consumidor, meio ambiente, comunidade e uma transparência de relações nos seus mais diversos públicos. 

Não basta que as empresas apresentem produtos e serviços com qualidade, elas devem mostrar que estão engajadas na proteção do meio ambiente contribuindo para o desenvolvimento social e atuando com responsabilidade. Dessa maneira, não são apenas empresas legais, mas tem sua legitimidade endossada pelo consumidor e comunidade, fortalecendo assim sua governança corporativa com uma ética empresarial baseada e praticada em valores. A atitude ética não se verifica apenas em projetos socialmente responsáveis, mas através de um comportamento ético que permeie todos os processos decisórios da empresa. Todos têm papel preponderante como agente na disseminação desta transparência ética em sua corporação. 


O mundo está mudando, e hoje, com a concorrência acirrada, apenas a qualidade de um produto ou serviço não é mais o suficiente. A ética tornou-se um diferencial competitivo. A relação que deve ser estabelecida com o comprador é de cooperação mútua. De parceria. O comprador deve ser surpreendido positivamente com a conduta do profissional que representa a organização no decorrer de toda a transação comercial. A ética pode não ser o caminho mais rápido para o sucesso, porém sem ela o fracasso é eminente. Agir dentro das normas morais implica em realizar boas práticas de convivência entre todos, e a médio e longo prazo, dará melhores retornos econômicos. Temos na reflexão de Samuel P. Ginder uma grande lição: “Se o comportamento ético fosse simplesmente seguir as regras, poderíamos programar um computador para ser correto”. A nossa atitude é que determinará a altitude que iremos alcançar. A conduta ética hoje é uma questão de sobrevivência, não apenas em sua área comercial, mas de toda a empresa.